Metáfora é um termo que vem do verbo grego “metaphorein” e que designa “transferência para outro lugar”. Na prática significa transferir o sentido de uma palavra/frase para outro contexto, de modo que o primeiro explique o segundo, por meio da comparação com alguns de seus predicados.

A primeira vez que aprendi sobre “os milagres” da metáfora foi durante a minha Formação em Coaching Sistêmico com o saudoso Bernd Insert. Me lembro que numa demonstração de sessão de coaching, uma coachee apresentou o problema de relacionamento com o seu ” chefe” e o Bernd , usando toda a sua competência e experiência, contou a metáfora do bode na sala (existem várias citações dessa metáfora na internet). Foi mágico, foi possível ver a luzes de insigths saindo pelos olhos e poros da coachee. Efeito tão fabuloso quanto as famosas perguntas poderosas.

Ao contrário do que observamos em muitas metáforas, devemos evitar a famosa conclusão, exemplo: então a pessoa concluiu que o problema dela era menor do que ela pensava. A conclusão deve ser do coachee, ou do aprendiz quando em situações em sala de aula, porque cada um irá processá-la de forma diferente e usá-la de acordo com a sua experiência e necessidade.

Milton Erickson, psiquiatra americano, utilizava as metáforas para conduzir seus pacientes em seus processos de autoconhecimento e cura interior.

Recentemente utilizei uma metáfora com um coachee que iniciou o processo de coaching porque tinha dificuldade de delegar, fazia tudo por sua equipe. Através da metáfora ele identificou uma crença limitante em relação ao seu papel de líder e pode ressignificá-la. O processo foi tão rápido que sua equipe e pares comentam sobre sua mudança.

Me refiro aqui a processos que podem ser tratados em Coaching. O profissional competente, que aprendeu e pratica a competências de Coaching, sabe distinguir quando se trata de Coaching ou indicação para um profissional de Psicologia.

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